Biografia de Breno Zancheta da Silva
Breno Zancheta da Silva, nasceu
em 18 de novembro de 2001 e aos 2 meses de vida foi diagnosticado com uma
síndrome chamada Lisencefalia, iniciou assim seu processo de tratamento com uma
equipe multidisciplinar que se estendeu por 2 anos e meio na AACD.
Por orientação da psicopedagoga o
Breno foi encaminhado para Peruíbe, indicando sua inserção na rede regular de
ensino, que não se encontrava preparada para receber um cadeirante com os
comprometimentos que ele apresentava.
Iniciou-se uma batalha, porém com
muita força de vontade por parte da equipe pedagógica, juntos buscamos derrubar
barreiras existentes, desde arquitetônica, pedagógica e humana, possibilitando
seu ingresso na rede regular de ensino , por meio da primeira creche Nossa
Senhora do Carmo no Bairro Leão Novaes, foram realizadas algumas adaptações,
houveram vários obstáculos que não nos fizeram desistir deste objetivo que era,
proporcionar conhecimento ao Breno pois de alguma forma ele iria aprender.
Através de sua matrícula, outras
mães passaram a buscar este atendimento no departamento de Educação, levando-os
a perceber que se fazia necessário ter um setor específico para atender alunos
com deficiência, a demanda havia crescido muito.
Assim sendo, uma equipe foi
formada, profissionais foram capacitados e eu sempre acreditando que era
possível alfabetiza-lo, encontrei resistência por parte de alguns
profissionais, mais a vontade em provar que era possível nunca me fizeram
desistir do meu filho, que com seu sorriso encantador foi conquistando a todos
e levando a reflexão muitos que não acreditavam no potencial de uma criança com
deficiência.
Por meio de estudos que
buscávamos, houve avanços neste segmento, de maneira que fomos os pioneiros a
implantar na baixada santista a sala de recurso, o AEE, onde o Breno passou a
ser atendido com as demais crianças que já estavam na rede.
Nossa insistência foi grande e o
resultado de sua alfabetização por letras móveis aconteceu aos 09 anos, um
antes de seu falecimento, foi emocionante, todos acreditavam em seu potencial e
nunca desistiram de levar conhecimento a ele, os registros em portfólios e
vídeos, confirmaram este processo.
Nosso município despertou para a
inclusão muito cedo, graças ao Breno que nos fez acreditar que tudo apesar de
novo e desafiador estava dando frutos, os registros surpreendiam a todos,
tornou-se referência e caso de estudo para muitos acadêmicos universitários,
mostrou que a inclusão deve acontecer em primeiro lugar na família e assim ser
um cidadão respeitado na sociedade, o meu filho adquiriu respeito e confiança
de todos os profissionais da educação, sendo uma fonte inspiradora para muitos.
Desta maneira vejo como uma forma
de reconhecimento a contribuição que ele deu a educação de Peruíbe e a sociedade
que passou a ver com outro olhar a Educação inclusiva e respeito as
diversidade, a homenagem ao prédio da Creche Vila Romar, extensão da escola
onde ele estudou e se despediu, deixando saudades e boas lembranças, e está próximo a nossa casa, bairro que escolhi
para morar e dar minha contribuição como munícipe.
Hoje sou pedagoga, professora de
artes e especialista em AEE, ele me levou a buscar conhecimento para contribuir
na sua história de vida, me resta dar a ele esta homenagem em nome de toda sua contribuição
a Educação Inclusiva de Peruíbe.
A lei que permite este homenagem
de denominação do prédio público é a LEI 2737, de 04 de abril de 2006.





